
A Interpretação dos Sonhos, de Sigmund Freud: por que o seu sonho não faz sentido nenhum | Temporada 8 · Mapa Mental em 18 min
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A Interpretação dos Sonhos (Die Traumdeutung) é o livro de 1900 em que Sigmund Freud põe na mesa um sonho com data de cabeçalho, o dele mesmo, da noite de 23 para 24 de julho de 1895, e o disseca linha a linha na frente do leitor. O episódio responde uma pergunta que quase todo mundo já teve ao acordar: por que o sonho não faz sentido nenhum. A resposta do livro não é que o sonho seja bagunça, e também não é um dicionário de símbolos, que ele recusa. É que o disparate é disfarce. Freud dá a comparação inteira no capítulo quatro: o escritor político que não pode acusar os funcionários do próprio país conta um caso entre dois mandarins no Oriente. O leitor lê mandarim e entende funcionário, e nada disso está escrito. O sonho faz o mesmo, e o livro postula duas forças em cada pessoa: uma é o desejo que o sonho expressa, a outra age como censor e força uma distorção da expressão dele. Nada chega à consciência sem passar por essa segunda instância. Daí sai a frase que muda o valor do que você joga fora toda manhã: quanto mais rigoroso o domínio do censor, maior fica o disfarce. Obra em domínio público. As passagens foram lidas na tradução inglesa autorizada de A. A. Brill (1913) e conferidas uma a uma; a versão em português é tradução livre nossa. 🛒 Comprar o livro: Amazon Link de afiliado: ao comprar pela Amazon por esse link, você apoia o ResumoCast sem pagar nada a mais. 📚 Todos os livros do canal: Amazon
A Interpretação dos Sonhos (Die Traumdeutung) é o livro de 1900 em que Sigmund Freud põe na mesa um sonho com data de cabeçalho, o dele mesmo, da noite de 23 para 24 de julho de 1895, e o disseca linha a linha na frente do leitor.
O episódio responde uma pergunta que quase todo mundo já teve ao acordar: por que o sonho não faz sentido nenhum. A resposta do livro não é que o sonho seja bagunça, e também não é um dicionário de símbolos, que ele recusa. É que o disparate é disfarce. Freud dá a comparação inteira no capítulo quatro: o escritor político que não pode acusar os funcionários do próprio país conta um caso entre dois mandarins no Oriente. O leitor lê mandarim e entende funcionário, e nada disso está escrito.
O sonho faz o mesmo, e o livro postula duas forças em cada pessoa: uma é o desejo que o sonho expressa, a outra age como censor e força uma distorção da expressão dele. Nada chega à consciência sem passar por essa segunda instância. Daí sai a frase que muda o valor do que você joga fora toda manhã: quanto mais rigoroso o domínio do censor, maior fica o disfarce.
Obra em domínio público. As passagens foram lidas na tradução inglesa autorizada de A. A. Brill (1913) e conferidas uma a uma; a versão em português é tradução livre nossa.
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