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Quincas Borba, de Machado de Assis: por que uma herança de trezentos contos virou três | Temporada 8 · Mapa Mental em 20 min

Quincas Borba, de Machado de Assis: por que uma herança de trezentos contos virou três | Temporada 8 · Mapa Mental em 20 min

19 min9 de setembro de 2026

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Quincas Borba, de Machado de Assis: por que uma herança de trezentos contos virou três | Temporada 8 · Mapa Mental em 20 min

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Quincas Borba, de Machado de Assis, é o romance de 1891 em que um professor de Barbacena herda a fortuna inteira de um filósofo, com a condição de tratar um cachorro como gente. Este episódio é o resumo do livro, com as passagens do texto original citadas uma a uma. Rubião esperava cinco contos de lembrança. Recebeu trezentos, sessenta vezes o piso do sonho, e no mesmo dia adotou a fórmula do filósofo como lei da própria vida: "ao vencedor, as batatas". Um ano e meio depois, Sofia escreve num bilhete que não tem ânimo de visitá-lo, "foi tão nosso amigo", e na mesma linha informa que o marido liquidou os bens dele. Apurou três contos e duzentos, abaixo do piso que ele aceitaria antes de ficar rico. O que o episódio abre: a janela de Botafogo em que "tudo entra na mesma sensação de propriedade"; o legado calculado por baixo, "Vá, cinco contos!"; o testamento em que "era nomeado herdeiro universal do testador", "herdeiro de tudo, nem uma colherinha menos"; a única cláusula, o cachorro tratado "como se cão não fosse, mas pessoa humana"; o dia em que a fórmula vira "justamente o seu caso"; o bronze que ele não gostava, e "Rubião cedeu com pena"; o pedido a Sofia de que "fitasse o Cruzeiro"; os cinco contos no jornal; a assinatura de quinze contos, "não dou menos", enquanto o sócio vê o navio afundar "sem temporal, mar leite"; o diamante e a frase no espelho; a sociedade desfeita; o sonho em que ele "sentiu que era o imperador"; o bilhete de duas linhas; a volta a Barbacena, "aqui estou imperador"; a morte, "guardem a minha coroa"; e a última frase do livro, com o Cruzeiro "assaz alto para não discernir os risos" e as lágrimas dos homens. O pico do livro numa linha: a fortuna comprou a pessoa que os outros esperavam que ele fosse, e essa pessoa custava exatamente tudo. Este episódio não trata Quincas Borba como aula sobre a filosofia do vencedor. A fórmula entra como uma das compras de Rubião, feita no dia em que ficou rico, e o livro é lido como o que ele é na forma: um extrato em duzentos e um capítulos, com o saldo num bilhete. Da última vez em que entrou um dinheiro que você não esperava, o que você comprou primeiro? Obra em domínio público. Machado de Assis (1839-1908), Quincas Borba, 1891. 🛒 Comprar o livro: Amazon Link de afiliado: ao comprar pela Amazon por esse link, você apoia o ResumoCast sem pagar nada a mais. 📚 Todos os livros do canal: Amazon

Quincas Borba, de Machado de Assis, é o romance de 1891 em que um professor de Barbacena herda a fortuna inteira de um filósofo, com a condição de tratar um cachorro como gente. Este episódio é o resumo do livro, com as passagens do texto original citadas uma a uma.

Rubião esperava cinco contos de lembrança. Recebeu trezentos, sessenta vezes o piso do sonho, e no mesmo dia adotou a fórmula do filósofo como lei da própria vida: "ao vencedor, as batatas". Um ano e meio depois, Sofia escreve num bilhete que não tem ânimo de visitá-lo, "foi tão nosso amigo", e na mesma linha informa que o marido liquidou os bens dele. Apurou três contos e duzentos, abaixo do piso que ele aceitaria antes de ficar rico.

O que o episódio abre: a janela de Botafogo em que "tudo entra na mesma sensação de propriedade"; o legado calculado por baixo, "Vá, cinco contos!"; o testamento em que "era nomeado herdeiro universal do testador", "herdeiro de tudo, nem uma colherinha menos"; a única cláusula, o cachorro tratado "como se cão não fosse, mas pessoa humana"; o dia em que a fórmula vira "justamente o seu caso"; o bronze que ele não gostava, e "Rubião cedeu com pena"; o pedido a Sofia de que "fitasse o Cruzeiro"; os cinco contos no jornal; a assinatura de quinze contos, "não dou menos", enquanto o sócio vê o navio afundar "sem temporal, mar leite"; o diamante e a frase no espelho; a sociedade desfeita; o sonho em que ele "sentiu que era o imperador"; o bilhete de duas linhas; a volta a Barbacena, "aqui estou imperador"; a morte, "guardem a minha coroa"; e a última frase do livro, com o Cruzeiro "assaz alto para não discernir os risos" e as lágrimas dos homens.

O pico do livro numa linha: a fortuna comprou a pessoa que os outros esperavam que ele fosse, e essa pessoa custava exatamente tudo.

Este episódio não trata Quincas Borba como aula sobre a filosofia do vencedor. A fórmula entra como uma das compras de Rubião, feita no dia em que ficou rico, e o livro é lido como o que ele é na forma: um extrato em duzentos e um capítulos, com o saldo num bilhete.

Da última vez em que entrou um dinheiro que você não esperava, o que você comprou primeiro?

Obra em domínio público. Machado de Assis (1839-1908), Quincas Borba, 1891.

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